Este relevo é uma das mais notcáveis representações de Baal-Adad,
‘ Cavalgador das nuvens ’ e ‘ Senhor da terra’.
O deus da tempestade lança com o seu braço
direito a massa que destrói as nuvens;
o relâmpago acompanha as enxurradas
que fertilizam o campo.
A divindade suprema deste panteão de mais
de 200 deuses e deusas era El, representado por um velho sábio com barba branca,
e volontariamente distante dos humanos
ao contrário de Baal.
Estela de « Baal au foudre »
Para os Cananeus, apenas Baal os pudia protger das secas e da morte, reencarnado pelo deus Môt. Parece que a religião ugarítica apresentava numerosas semelhanças com a dos Cananeus vizinhos.
Os textos de Ras Shamra confirmam
os efeitos degradantes
do culto destas divindades,
dando uma atenção especial,
na prostituição sagrada
e no sexo, com a degradação
social que se imagina.
Em Ugarit,
estava-se longe do auge moral, ético,
defendido na Bíblia.
Desde então, as leis dadas ao antigo Israel, que condenavam em particular a magia, a astrologia, a bestialidade (Levítico 18:23) ou o rito da laceração (1 Reis 18:26 ; Levítico 19:28), eram como um proteção contra a baixeza do culto de Baal.
Várias vezes o texto bíblico menciona
« os Baalins e as imagens de Astorete »,
a quem os Israelitas serviram após terem
abandonado YHWH (1 Samuel 12:10).
Estes nomes aplicam-se às divindades
do panteão cananeu, cuja iconografia e
a onomástica são atualmente mais conhecidas.
O texto de Juízes 10:6 confirma a exactidão
dos dados geográficos : « Eles puseram-se a servir […] os deuses da Síria, de Sídon [Fenícia], de Moabe, dos filhos de Amom [Jordânia], e dos Filisteus ».
Estela representando o deus da tempestade Adad AO 13092
Época de Teglat-falasar III 744 - 727 a.C.
Richelieu Mésopotamia sala 6
O termo habBaal é aplicado a estes falsos deuses.
A expressão habBealin (os Baals) relaciona-se com as diversas divindades locais consideradas como os ‘proprietários’ ou os ‘senhores’.
A palavra aparece uma só vez nas Escrituras gregas onde ela é precedida do artigo feminino (Romanos 11:4). Comentando o uso desta expressão, John Newton diz que « no culto licensioso deste deus andrógino, os homens usavam roupas femininas, enquanto que as mulheres usavam roupas masculinas e apontavam as armas »
A Bíblia estabelece várias vezes uma relação entre os corpos celestes e o culto de Baal.
- 2 Reis 17:16.
Baal brandindo o relâmpago AO 11598
XIV° - XII° século a. J.C., porto de Ugarit
sala B vitrine 8
Cippe AO 4818
Sully sala 18 b
A dedicatória bilingue em greco e feniciano, « A Melquart, Baal de Tyr », desta pequena coluna em mármore,
está na origem da decifragem do fénicio-púnico em 1758.
Sob a influência de sua mulher pagã Jezabel, o Rei Acabe introduziu em
Israel um culto de Baal diferente : o culto de Melqart, o Baal de Tyr.
1 Reis 16:30-33
Josèphe fala de Etbaal, pai de Jezabel, sob o nome de Itobal e adianta que
ele foi o primeiro sacerdote de Astarte
antes de assassinar o rei para
o substituir no trono.
Em Ugarit, estava-se longe do auge
moral, ético, defendido na Bíblia
Os Hebreus aprenderam o culto de
Baal atravès dos agricultores cananeus. (Juizes 2:11).
No princípio da estação das chuvas,
o regresso à vida de Baal para se sentar no trono e unir-se à sua consorte era celebrado por ritos de fecundidade imorais, caracterizados por orgias sexuais sem limites.
Terras de Moabe no sul de Arnom
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Esta luta espiritual tendo como parada o coração dos Israelitas durou séculos, desde a chegada às planices de Moabe até à deportação para Babilônia. De um lado o medo supersticioso e os ritos sexuais, por outro lado a fé e a lealdade a Deus. Um conflito que serve de exemplo e de aviso para o cristão. - 1 Coríntios 10:11.
Notam-se semelhanças entre os textos de Ras Shamra e a Bíblia. Mas esta semelhança é puramente literária e não espiritual. Em Ugarit, estava-se longe do auge moral, ético, defendidos na Bíblia.